31 de outubro de 2020

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Ato em defesa da autonomia universitária repudia intervenção na UFRGS

A nomeação foi publicada no Diário Oficial

Centenas de pessoas participaram do ato público, em frente à Reitoria da UFGRS, em defesa da autonomia universitária e contra a nomeação, por Jair Bolsonaro (sem partido), de Carlos André Bulhões Mendes como novo reitor da Universidade. A mobilização aconteceu na tarde desta quinta-feira (17).

 

A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União de ontem (16) e contraria a consulta feita à comunidade acadêmica no dia 14 de julho. Pois a chapa vencedora foi a dos atuais reitor e vice-reitora, Rui Oppermann e Jane Tutikian. Já a chapa de Carlos André Bulhões e Patrícia Helena Lucas Pranke ficou em terceiro lugar.

 

 

“Bolsonaro impõe Bulhões na UFRGS para implementar a reforma administrativa que visa desmontar, desconstituir, desmoralizar e privatizar as universidades públicas”, ressaltou a secretária geral adjunta do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Federais do RS (Sindiserf/RS), Eleandra Koch que representou a entidade.

 

Para ela, defender a autonomia e democracia universitária e defender o papel social e estratégico de uma das universidades mais conceituadas do Brasil. Em 2019, a UFRGS foi eleita, pelo oitavo ano consecutivo, como a melhor universidade federal do país, em avaliação do MEC.

 

“A UFRGS não quer Bulhões. Precisamos de democracia nas universidades. Não à reforma administrativa e fora Bolsonaro”, afirma Eleandra.

 

 

De acordo com a legislação nacional, é uma prerrogativa do presidente da República indicar o reitor das federais brasileiras a partir da lista tríplice encaminhada pelas próprias universidades. Porém, desde o governo Lula, é de praxe que o mais votado nas consultas internas seja o indicado e na história da UFRGS, somente em 1988, durante a presidência de Sarney, não foi indicado o mais votado.

 

Essa situação mudou drasticamente no governo Bolsonaro. Desde o início de seu mandato, já foram pelo menos 14 nomeações de reitores ou diretores de instituições federais de ensino que não encabeçavam a lista ou sequer constavam entre os nomes indicados.

 

A manifestação de hoje contou com a participação de técnicos-administrativos, docentes e estudantes da UFRGS, entidades sindicais, estudantis e movimentos sociais, além de diversos parlamentares.

 

 

 

Fonte: Sindiserf/RS com informações do Brasil de Fato