4 de julho de 2022

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Atos e paralisações marcam dia de luta dos servidores da Funai e povos indígenas

As lideranças se manifestaram contra

Povos indígenas e servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) realizaram um dia de luta nesta quinta-feira (23), com atos e paralisação de atividades em todo o Brasil. Dirigentes do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Federais do RS (Sindiserf/RS) se somaram às atividades que tinham como objetivo ampliar a luta por justiça para Bruno Pereira e Dom Phillips, contra o Marco Temporal e em solidariedade aos povos indígenas.

 

 

Em Porto Alegre, diversas etnias indígenas realizaram um ato na Esquina Democrática, centro da capital. As lideranças se manifestaram contra o Marco Temporal, que dispõe sobre a possibilidade legal de desapropriar áreas ocupadas por povos originários após a promulgação da Constituição Federal de 1988. Também exigiram justiça para o assassinato do servidor licenciado da Funai e do jornalista inglês, mortos no Vale do Javari, no Amazonas, no começo do mês e denunciaram a política do governo federal que preconiza que não haja demarcações de terra indígena.

 

Para o secretário de Relações Intersindicais e Parlamentares do Sindiserf/RS, Marizar Mansilha de Melo, o desmonte da Funai, a violência que assola o país e o desrespeito com os povos originários fazem parte da política nefasta do governo de Jair Bolsonaro (PL).

 

 

“Estamos diante de um governo que tem como missão atacar os servidores para acabar com o serviço público. Um governo inimigo dos índios, dos quilombolas, do povo brasileiro. Por isso, o Sindiserf/RS está nas ruas para pedir justiça para Bruno e Dom, defender os povos indígenas e dizer não ao Marco Temporal”, afirmou Marizar.

 

 

Também foram realizados atos em Iraí, na BR 386 e no trevo de acesso à Água Santa, na BR 285, onde cerca de 200 indígenas protestaram e defenderam suas pautas.

 

Os servidores da Funai realizaram um pequeno ato de protesto em frente ao escritório do órgão, em Passo Fundo.  Para o servidor da Fundação, Luiz Carlos da Silva Júnior, esse é o momento de unificar as lutas, tanto dos servidores como dos indígenas.

 

 

“Diante de tudo o que vem acontecendo com a política deste governo, precisamos dar um basta. Nossas vozes precisam ser ouvidas, principalmente a dos indígenas, que historicamente são saqueados”, disse.

 

A luta dos servidores da Funai é uma luta por melhores condições de trabalho para servidores e por melhores serviços públicos. A insatisfação latente com os ataques constantes do governo Bolsonaro aos servidores e serviços públicos, a falta de diálogo e desvalorização com arrocho e congelamento salarial ampliam a necessidade de reação da categoria.

 

 

Fonte: Sindiserf/RS com informações da Condsef/Fenadsef

Fotos: Renata Machado (Sindiserf/RS) e divulgação