30 de novembro de 2022

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CDE aponta construção de calendário com retomada de encontros setoriais

Nesta semana o relatório

Desde 2020 é a primeira vez que a Condsef/Fenadsef realiza reunião presencial de seu Conselho Deliberativo de Entidades (CDE). O encontro aconteceu na quinta (17) e sexta-feira (18), de forma híbrida com participação das entidades filiadas também pelo Zoom. Representantes da maioria dos servidores do Executivo Federal de todo Brasil discutiram e reforçam as pautas urgentes da categoria e também de milhares de empregados públicos.

 

A secretária-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do RS (Sindiserf/RS), Eleandra Raquel da Silva Koch esteve presente no encontro e destacou que para reconstruir o Brasil é preciso defender o serviço público. “É necessário enterrar a PEC 32, valorizar o serviço público e defender as carreiras”, disse.

 

“Vamos lutar para estarmos no orçamento de 2022/2023. A disputa do orçamento é fundamental e dialoga com o projeto de futuro de país que queremos no próximo período, com defesa dos trabalhadores e do serviço público”, enfatizou a dirigente.

 

Nos encaminhamentos foi apontada a construção prévia de uma agenda com desdobramentos para 2023. A perspectiva da reabertura de um canal de negociações efetivo com os servidores traz de volta a urgência do resgate de discussões setoriais que não foram priorizadas pela necessidade e foco na luta contra a reforma Administrativa de Bolsonaro-Guedes que ameaçava o desmonte de todo o setor público.

 

Mesmo que a luta contra esses ataques siga no radar, os servidores já se organizam e preparam para levantar debates urgentes na direção da reestruturação das estruturas e políticas públicas que garantam direitos constitucionais à população brasileira.

 

Outra prioridade é a luta para incluir servidores no orçamento geral do ano que vem com um reajuste emergencial que inclua servidores ativos, aposentados e pensionistas. A categoria está há mais de seis anos sem nenhum tipo de reajuste. Vale lembrar que o governo Bolsonaro torna-se o primeiro em pelo menos vinte anos a não conceder nenhum percentual de reposição ao funcionalismo.

 

Na quinta-feira, a Condsef/Fenadsef, em conjunto com outras entidades que compõem o Fonasefe, protocolou uma carta de reivindicações junto à equipe de transição do governo Lula. Uma das reivindicações emergenciais apresentadas à equipe de transição é justamente a de um reajuste emergencial linear. O índice apresentado considerou o acumulado da inflação nos últimos quatro anos de governo Bolsonaro.

 

Nesta semana o relatório completo do CDE será divulgado.

 

Fonte: Condsef/Fenadsef com Sindiserf/RS

 

Foto: Condsef/Fenadsef