27 de julho de 2021

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Com PEC 32, população ficará desassistida

A política econômica ultraliberal de redução

O Brasil passa por um dos piores momentos econômicos de sua história. E a situação não teve início por causa da pandemia do novo coronavírus como muitos querem fazer a população acreditar. Na verdade, o desmonte do Estado brasileiro começou com a aprovação do teto dos gastos públicos e o congelamento de salários durante o governo do ex-presidente Michel Temer. Desde então, os investimentos em políticas públicas reduziram drasticamente, deixando a parcela da população brasileira que mais precisa ainda mais desassistida.

 

A política econômica ultraliberal de redução de investimentos vem promovendo altos índices de desemprego e miséria, desde então, atingindo recordes  históricos com o governo Jair Bolsonaro. Agora, querem colocar a pá de cal nos serviços públicos com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32/2020, da Reforma Administrativa.

 

O Brasil não possui uma máquina pública inchada como alega o governo para aprovar a sua PEC-32. Muito pelo contrário. No último domingo (18), a Folha de S. Paulo apresentou um quadro do “enxugamento” promovido pelos governos do golpe. Em 2007, os servidores públicos estatutários na máquina pública federal eram 333,1 mil, segundo o Painel Estatístico de Pessoal (PEP) do governo federal. Hoje, o número desses servidores, que têm direito a estabilidade e planos de progressão automática nas carreiras, caiu para 208 mil.

 

Caso a Reforma seja aprovada, teremos ainda menos concursos, menos servidores, menos serviços públicos e a população ficará à míngua. A ideia é passar os serviços públicos para a iniciativa privada para que os empresários possam ter altos lucros. Querem também lotear o setor público com amigos e aliados do governo. Com isso, a corrupção poderá correr solta em todas as áreas.

 

Fonte: Sindsep-PE