30 de novembro de 2022

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Com uma semana de greve da Ebserh, trabalhadores do HUSM realizam ato e fortalecem o movimento

No começo da tarde desta quarta

No dia que completa uma semana de greve, os trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) seguem com forte mobilização, pressionando a Empresa. No começo da tarde desta quarta-feira (28), os grevistas do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) realizaram um ato para chamar a atenção da sociedade. O panfleto, elaborado pelo Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Federais do RS (Sindiserf/RS) foi distribuído à população que chegava no campus.

 

 

Em frente ao HUSM, a secretária geral do Sindicato, Eleandra Raquel da Silva Koch parabenizou os trabalhadores pelo movimento. “Sabemos o quanto é difícil de a cada turno manter o movimento, resistindo aos ataques duros da Empresa”, afirmou.

 

A diretora relatou o andamento das reuniões do comando de greve, que ocorrem diariamente. “Quem pode acabar com a greve é a Ebserh. E qualquer proposta, caso for apresentado algo pela Empresa, será submetida à assembleia dos trabalhadores”, explicou Eleandra.

 

O secretário de Administração e Patrimônio da entidade, Marcolino Oliveira também enfatizou a força dos trabalhadores. “Estão todos de parabéns por estarem firmes desde a semana passada. E não podemos arredar o pé, se fizer isso, a Empresa passa por cima”, disse ele, que afirmou ainda que “Sindicato está sempre à disposição dos trabalhadores.”

 

 

Após, o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindiserf/RS, Marcos Gladimir Lacerda explicou a questão do registro de faltas dos trabalhadores que aderiram ao movimento, que essas faltas são justificadas e devem constar como “falta greve”, com o código 95. “O desconto será discutido a posteiori”, disse.

 

No meio da tarde, os trabalhadores receberam a informação que a Empresa enviou um comunicado, afirmando que não vê a necessidade de negociação e insistindo em retirar direitos.

 

A secretária adjunta de Assuntos Jurídicos da entidade, Vera Regina Gomes da Rosa, que é trabalhadora do HUSM, afirma que a mobilização é grande, com vários colegas e a greve está crescendo todos os dias. “Estamos unificados e fortes, reivindicando o nosso Acordo Coletivo de Trabalho que se arrasta há quase quatro anos, lutamos pelos nossos direitos e pela preservação do cálculo da insalubridade”, garante.

 

 

Vera também afirma que os grevistas estão mantendo o quantitativo de trabalhadores conforme liminar “e temos o cuidado para que os usuários do SUS estejam informados da nossa greve.”

 

O instrumentador do bloco cirúrgico e membro do comando de greve, Diander Rosa Delavequia, avalia o movimento como positivo nesta primeira semana. “Há cada dia, devido à conscientização conseguimos mais colegas. E hoje já tivemos consequências como fechamento de leitos e diluição de cirurgias, o motivo é a adesão maior”.

 

O trabalhador acredita que com a postura da Empresa de não negociar, a mobilização vai ser potencializada. “Essa luta se dá pela indignação dos trabalhadores. E vamos continuar em cima da Empresa, exigindo respeito.”

 

 

Assim como na semana passada, os diretores da entidade e o comando de greve foram recebidos pela Superintendência do Hospital, onde foi pontuado como se dará o andamento do movimento paredista, a questão do registro ponto. Além disso, os representantes da categoria destacaram que as chefias não podem interpelar os trabalhadores sobre a participação na greve, que a comunicação tem que ser feita através do comando de greve.

 

 

Fonte: Sindiserf/RS

Fotos: Renata Machado (Sindiserf/RS)