15 de agosto de 2022

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Cresce entre servidores desconfiança e indignação com governo Bolsonaro

Enquanto você lê essa nota há uma

Enquanto você lê essa nota há uma possibilidade de terminar a leitura com algum representante do governo Bolsonaro dando informações diferentes da que foi divulgada. Essa tem sido uma situação recorrente quando se trata do tema reajuste para o funcionalismo público. Ainda em junho do ano passado, surgiram as primeiras notícias de que Bolsonaro havia encomendado estudos para um reajuste linear de 5% a servidores. Mas de lá para cá, inúmeras versões de propostas foram divulgadas.

 

Durante um evento na última sexta-feira, 24, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, afirmou que o auxílio-alimentação dos servidores federais passaria de R$ 458 para R$ 900 a partir de julho. A informação foi publicada em alguns veículos de imprensa que ouviram fontes que acompanharam o evento. Ontem, 29, o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, desmentiu a informação e afirmou que os servidores não terão aumento no vale-alimentação.

 

Essas notícias, divulgadas pela grande mídia, forma como representantes da categoria tem acesso a elas, se soma a tantas outras que vem sendo divulgadas sobre propostas do governo Bolsonaro para o reajuste dos servidores. Diante de tantas especulações e idas e vindas não se sabe afinal quem está com a verdade.

 

Entre declarações do próprio presidente, do ministro da Economia, ministros da CGU, da Justiça, da Casa Civil, e outros, o fato é que o governo rejeita abrir um canal de negociação efetivo com representantes dos servidores. As incertezas do governo Bolsonaro vem gerando uma indignação crescente no funcionalismo.

 

Paulo Guedes, em Davos, disse recentemente que seria possível conceder 5% de reajuste ao funcionalismo. A mesma informação já havia sido divulgada pelo próprio presidente que voltou atrás no seu discurso há poucas semanas dizendo que “lamentavelmente, não tem reajuste para servidor”.

 

Sobre deixar ainda em aberto uma possibilidade de aumentar o valor do vale-alimentação, e encaminhar reajuste e reestruturação de carreiras para 2023, a Condsef/Fenadsef rebate. Para a entidade, Bolsonaro mostra apenas que quer o voto de quem não confia mais nele. “Nossa história sempre nos mostrou e prova isso. Nenhum avanço nos foi garantido sem muita luta e mobilização e assim sabemos que vai continuar sendo”, destaca Sérgio.

 

A ideia de um aumento no vale-alimentação já foi rejeitada anteriormente pela maioria dos servidores por deixar milhares de aposentados e pensionistas de fora. “Esse desrespeito e abandono com quem representa a maioria dos servidores do Executivo é algo inadmissível”, reforça o secretário-geral.

 

Em ano eleitoral não podemos nos deixar levar por mentiras e muito menos por promessas, ao invés daquilo que nos é de direito. Seguiremos firmes e em luta até sermos atendidos.

 

Fonte: Condsef/Fenadsef

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