30 de novembro de 2022

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Depois de ‘pausa eleitoral’, preços dos alimentos e combustíveis voltam a subir

Ainda no grupo de alimentação, o IBGE

A deflação que durou alguns meses e serviu de propaganda eleitoral para o governo de Jair Bolsonaro (PL) acabou. Pelo segundo mês seguido, a “prévia” da inflação subiu, com destaque para alimentos e planos de saúde. E os combustíveis voltam a aumentar de preço. Assim, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,53% em novembro, bem acima do mês anterior (0,16%). Agora, soma 5,35% no ano e 6,17% em 12 meses. Os resultados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Entre os grupos que compõem o indicador, apenas Comunicação ficou estável. Os demais registraram alta, principalmente Alimentação e Bebidas (0,54%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,91%). Somados, representaram 0,12 ponto percentual.

 

Ainda no grupo de alimentação, o IBGE cita a alta dos itens para consumo em domicílio. Casos de tomate (17,79%), cebola (13,79%) e batata inglesa (8,99%). Já as frutas subiram 3,49%, em média, com impacto de 0,04 ponto. O leite longa vida caiu novamente (-6,28%).

 

Gasolina e etanol: alta

No grupo Transportes (0,49%), os preços dos combustíveis voltaram a subir (2,04%), após cinco meses. A gasolina foi de -5,92% para 1,67%. Sozinha, representou 0,08 ponto, o maior impacto individual de novembro. Também aumentaram os preços do etanol (6,16%) e do óleo diesel (0,12%). A exceção foi o gás veicular (-0,98%).

 

Ainda nesse grupo, os preços das passagens aéreas recuaram 9,48%, após subir 28,17% em outubro. O impacto foi de -0,08 ponto. Também tiveram queda os itens transporte por aplicativo (-1,04%) e automóveis usados (-0,82%).

 

Energia também sobe

No grupo Vestuário, o de maior alta no mês (1,48%), apenas o item joias e bijuterias caiu (-0,04%). As roupas femininas tiveram aumento médio de 1,93% e calçados e acessórios, de 1,44%. Impactos de 0,03 e 0,02 ponto, respectivamente.

 

Habitação passou de 0,28%, em outubro, para 0,48%. As principais influências vieram do aluguel residencial (0,83%) e da energia elétrica (0,44%). Já a taxa de água e esgoto subiu 0,55%, com reajustes no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.

 

Em Comunicação (0,00%), o IBGE apurou alta nos planos de telefonia fixa (2,40%) e em serviços de streaming (3,09%). Por outro lado, queda em aparelhos telefônicos (-0,35%) e planos de telefonia móvel (-0,99%).

 

Aumento em todo o país

O IPCA-15 aumentou em todas as regiões pesquisadas, chegando a 0,78% em Recife e Brasília. A menor variação foi em Curitiba (0,11%). Em 12 meses, o índice varia de 4,36% (Porto Alegre) a 7,64% (Salvador). Também supera esse marca (7,18%) no Rio. Em São Paulo, atinge 6,99%.

 

O IPCA e o INPC deste mês serão divulgados em 9 de dezembro.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

Foto: REPRODUÇÃO/MONTAGEM RBA