6 de junho de 2020

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Dica cultural de sexta: Henfil

Um dos maiores cartunistas brasileiros

A dica cultural desta sexta-feira (10) é Henfil. Um dos maiores cartunistas brasileiros, Henrique de Souza Filho, nasceu em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, no dia 5 de fevereiro de 1944. Ele sempre militou em movimentos populares e usou a arte e a ironia para protestar contra a ditadura militar.

 

 

Henfil iniciou sua carreira como ilustrador por volta de 1964, na revista Alterosa de Belo Horizonte. No ano seguinte, passou a colaborar com o jornal Diário de Minas. Em 1967, criou charges esportivas para o Jornal dos Sports, do Rio de Janeiro. Também teve seu trabalho publicado nas revistas Realidade, Visão, Placar e O Cruzeiro. A partir de 1969, passou a integrar o time de profissionais do Jornal do Brasil e O Pasquim.

 

 

Seus personagens se tornaram bastante populares e críticos ao regime militar, vigente na época. Os frades Cumprido e Baixim, Graúna, o Bode Orelana, o nordestino Zeferino e o paranoico Ubaldo foram algumas de suas criações. Recebeu o troféu Cid Rebelo Horta como melhor cartunista, em 1965. Em 1981, Henfil ganhou o Prêmio Vladimir Herzog na categoria Artes pelo conjunto de sua obra.

 

 

Henfil era hemofílico, assim como os irmãos, o sociólogo Betinho e o músico Chico Mário. A doença é caracterizada pela dificuldade de coagulação do sangue, fazendo com que a pessoa se torne suscetível a hemorragias. Após uma transfusão de sangue, acabou contraindo o vírus da AIDS (também como os irmãos) e faleceu vítima das complicações da doença.

 

O cartunista morreu em 4 de janeiro de 1988, na cidade do Rio de Janeiro. Infelizmente, Henfil não chegou a ver a redemocratização do Brasil, uma das causas que sempre lutou.

 

 

Fonte: Sindiserf/RS com informações da Wikipédia e do Sindicatos dos Jornalistas de SP