16 de dezembro de 2019

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Dica cultural de sexta: Wiphala

A bandeira conhecida como Wiphala

A dica cultural desta sexta-feira (29) é a Wiphala. A bandeira conhecida como Wiphala é símbolo dos povos originários da região andina.  Com origem misteriosa, é cheia de significados.

 

 

Alguns historiadores atribuem a criação da Wiphala ao povo Tiwuanaku. Em um sítio arqueológico a 70 km de La Paz, se encontram vasos esculpidos com os quadrados coloridos que datam de 200 A.C.  Originalmente quadrada, a simetria simboliza a igualdade dentro do sistema comunitário andino.

 

A Whipala se consolidou como uma bandeira nos anos 70, durante mobilizações campesinas para resgatar a identidade política dos Aimaras. Porém, o primeiro registro de alguém a utilizando, segundo o historiador Gérman Choquehuanca, foi em 1899, com o líder indígena Zárate Villca, durante uma rebelião da Guerra Federal.

 

Wiphala deriva etmologicamente de duas outras palavras Aimaras: “Whipay”, exclamação de triunfo e alegria, e “Laphaqui”, que significa fluir com o vento ou o barulho que se faz ao balançar uma bandeira.

 

 

As sete cores da bandeira se originam no arco-íris e representam aspectos distintos.

 

Branco: o tempo e o espaço, a história cíclica;

Amarelo: força e energia que unem todas as formas de existência;

Laranja: a sociedade, a formação, educação e prática da expressão cultural;

Vermelho: a Mãe Terra, o mundo material e visível;

Violeta: a ideologia andina de comunidade e harmonia com tudo o que existe;

Azul – os fenômenos naturais, os espíritos e a energia cósmica;

Verde – a produção andina e as riquezas naturais, da superfície e do subsolo.

 

A bandeira foi tomada como símbolo oficial da Bolívia durante o primeiro mandato de Evo Morales, em 2009. Porém, a Wiphala sempre foi vista por militantes e defensores da democracia como um símbolo de resistência e união dos povos latinos americanos.

 

 

Fonte: Sindiserf/RS com informações dos Jornalistas Livres e Desacato