4 de dezembro de 2020

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É um direito conquistado pelos empregados

Neste ano atípico, que a pandemia do covid-19 evidenciou ainda mais a importância dos trabalhadores da área da saúde, os empregados da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) estão sofrendo inúmeros ataques por parte da empresa nas negociações referente ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2020/2021). Um dos maiores absurdos é em relação ao rebaixamento do pagamento da insalubridade.

 

Atualmente, a insalubridade é paga sobre o salário base do empregado. De acordo com o delegado sindical do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Federais do RS (Sindiserf/RS) e integrante da mesa de negociação com a Ebserh, Reginaldo Valadão, a insalubridade sobre o salário base é um direito conquistado pelos empregados da Empresa.

 

“Tanto é que está dentro do regulamento pessoal e para isso, foi aberto mão de outros direitos”, comenta ele que explica ainda que o regulamento não pode ser mexido. “Porém numa manobra no final de julho, a Empresa alterou o regulamento pessoal e quem foi chamado para trabalhar a partir daquele momento, recebe a insalubridade sobre o salário mínimo”.

 

“A Empresa só pensa em reduzir custos e o rebaixamento da insalubridade vai gerar uma perda enorme para os trabalhadores. E isso é mais uma lesão à nossa categoria e mostra a desconsideração que a Ebserh tem com todos nós. Em outros países, trabalhadores da linha de frente nos hospitais receberam como recompensa, um aumento salarial. E aqui no Brasil, querem retirar direitos, já não basta a perda de milhares de trabalhadores da área da saúde e de seus familiares”, lamenta Valadão.

 

Entenda: o trabalhador que exerce atividades em condições nas quais fique demonstrado a exposição a agentes nocivos à saúde do indivíduo, para além dos limites estabelecido em lei, têm direito ao adicional de insalubridade.

 

Na linha de frente no combate à pandemia do coronavírus, os empregados da Ebserh estão tendo que lidar com uma série de dificuldades para atender a população e garantir o mínimo de segurança no trabalho. A falta de equipamentos de proteção adequados (EPI’s) e a baixa qualidade de alguns desses equipamentos são pontos críticos.

 

No Rio Grande do Sul, os empregados da Ebserh atuam nos hospitais universitários de Pelotas, Rio Grande e Santa Maria. “Agradecemos pelas palmas e as lindas homenagens, nos dão muita força, mas precisamos de reconhecimento de respeito por parte da Empresa”, finaliza Valadão.

 

 

Fonte: Sindiserf/RS