30 de novembro de 2022

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Em vigília, servidores cobram serem recebidos por Paulo Guedes. Ministro evitou responder

Só a ampliação da mobilização dos servidores

Ontem (12), pela segunda vez desde que começou a vigília permanente dos servidores em frente ao Ministério da Economia, o ministro Paulo Guedes apareceu e falou com jornalistas. Foi interpelado pelos representantes dos servidores que estavam no local e quiseram saber quando o ministro iria atender a categoria. Guedes disse que a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, estava se reunindo com as classes de servidores. Mas a categoria voltou a insistir que a intenção era ser recebida diretamente pelo ministro que evitou responder. Os servidores pressionam e lutam pela abertura formal de negociações e uma reposição salarial justa para o conjunto do funcionalismo.

 

O ato marcado para essa quinta-feira, 12, às 16h em frente a Praça dos Três Poderes precisou ser cancelado pelas entidades organizadoras que compõe o Fonasefe, fórum que reúne representantes dos servidores federais. Um Dia Nacional de Luta em todo o Brasil foi anunciado para a próxima quinta, dia 19, ampliando assim a luta pela abertura efetiva de negociações com governo Bolsonaro e uma reposição salarial justa para o conjunto do funcionalismo.

 

Nessa quarta, 11, a Condsef/Fenadsef reuniu o seu Conselho Deliberativo de Entidades (CDE) que reforçou participação nas atividades programadas. No calendário também está prevista a vinda de caravanas dos estados em mais uma semana de Jornada de Lutas em Brasília. As atividades estão previstas para acontecer a partir do dia 31 desse mês como mais uma demanda da Campanha Salarial dos servidores federais.

 

Servidores da Ex-Sucam também devem vir à capital federal reforçar a luta pela aprovação da PEC 101/2019. A proposta prevê a garantia de plano de saúde aos servidores da ex-Sucam trazendo dignidade a quem sofre com graves problemas de saúde.

 

Entidades filiadas à Condsef/Fenadsef, que representam a maioria do Executivo Federal, continuam realizando assembleias por local de trabalho para debater e organizar o processo de mobilização dos servidores. As entidades dialogam com a categoria sobre a importância do fortalecimento da greve do funcionalismo, reforçando as greves já em curso, incluindo paralisação dos servidores do INSS e do Ministério do Trabalho e Previdência (MTP).

 

Só a luta garante

Nos últimos dias, rumores voltaram a circular de que o governo Bolsonaro, para evitar greves, está debatendo a possibilidade de enviar ao Congresso Nacional propostas diferenciadas para categorias específicas “insatisfeitas”. A decisão, ainda segundo informações vindas da imprensa, seria divulgada por Bolsonaro até o dia 22 de maio “para ter segurança jurídica”.

 

A tática de Bolsonaro vem sendo a de empurrar a crise com o funcionalismo enquanto seu governo ganha tempo usando a mídia para testar a reação dos servidores a propostas que vão sendo ventiladas sem nenhum respaldo formal.

 

Apenas uma coisa é certa. Só a ampliação da mobilização dos servidores poderá conseguir avanços nesse cenário. Por isso, a categoria segue ampliando a pressão por negociações e uma reposição emergencial justa para todo o funcionalismo. Não é mais possível suportar a falta de diálogo, conviver com o aumento da inflação, a falta de investimentos no setor público, o congelamento e o arrocho salarial imposto por esse governo.

 

Fonte: Condsef/Fenadsef

Foto: Reprodução G1