7 de julho de 2020

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Entidades convocam servidores para atos contra assédio moral no Incra

O caso de assédio ganhou destaque

Em nota de repúdio, entidades destacam indignação contra abertura de investigação de conduta de servidora que, durante audiência pública em Marabá, no Pará, questionou representantes do Incra e cobrou melhoria nas condições de trabalho da autarquia

 

O assédio sofrido pela servidora do Incra no Sul do Pará, Ivone Rigo, levou à junção de entidades representativas de trabalhadores para emitirem nota de repúdio e convocar os trabalhadores do órgão para se mobilizarem, no dia 16 de março de 2020, contra agressões praticadas por gestores.

 

De acordo com a nota de repúdio emitida pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado do Pará (Sintsep-PA), Associação dos Servidores do Incra no Pará (Assincra-PA) e Associação Nacional dos Servidores Públicos Federais Agrários (Cnasi-AN) os trabalhadores e trabalhadoras do Instituto, bem como suas entidades associadas regionais, devem realizar “um dia de mobilização CONTRA O ASSÉDIO MORAL INSTITUCIONAL NO SERVIÇO PÚBLICO – por meio da realização de paralisações, atos, assembleias, rodas de conversa, dentre outras atividades. Este ato deve ser uma preparação para a paralisação geral dos trabalhadores do Serviço Público, contra os ataques e retirada de direitos, marcada para dia 18 de março de 2020″.

 

>> Acesse AQUI a nota de repúdio

 

De acordo com as diretorias das entidades, a nota de repúdio e a convocação dos atos são uma resposta à dupla agressão sofrida pela servidora, uma execração, ocorrida durante audiência pública – realizada no dia 10 de fevereiro de 2020, na Câmara Municipal de Marabá (PA) -, e protagonizada pelo secretário Especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabhan Garcia. O “vice-ministro” ficou visivelmente irritado no evento pelo fato da geógrafa Ivone Rigo ter feito questionamentos e cobranças sobre melhoria das condições de trabalho na autarquia.

 

A irritação legou Nabhan a determinar abertura de investigação da conduta da servidora – o que foi prontamente atendido pelo superintendente substituto do Incra no Sul do Pará, João Itaguary Milhomem Costa. Este, ainda emitiu nota justificando o ato.

 

O caso de assédio ganhou destaque nacional entre os servidores do Incra, pois houve indignação imediata à agressão. A imprensa paraense até noticiou a audiência e a investigação pela comissão de ética do Incra.

 

Fonte: Cnasi-AN