12 de abril de 2021

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Estudo destaca a importância das empresas públicas para o Brasil

O texto lembra que diversos países capitalistas

O mais recente estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) traz uma visão panorâmica das empresas estatais federais, das empresas de economia mista e contradiz o discurso do governo Bolsonaro de que as empresas públicas são deficitárias e devem ser privatizadas. Segundo o estudo, intitulado como “Uma visão panorâmica das empresas estatais federais e possibilidades de atuação no pós-pandemia”, as estatais poderiam fazer parte de um grande esforço de recuperação e desenvolvimento nacional neste momento de aguda crise sanitária e socioeconômica pela qual passa o Brasil.

 

O texto lembra que diversos países capitalistas vêm lançando pacotes bilionários de incentivo e apoio ao setor público para aquecer a economia  e as estatais brasileiras podem, e devem, participar deste processo.

 

E os especialistas do Dieese apontam o caminho. Segundo eles, a contribuição das empresas públicas pode se dar por meio da ampliação dos investimentos públicos que induziria, em consequência, a atração de investimentos privados; por meio da expansão do crédito pelos bancos públicos ao capital de giro e à ampliação da capacidade instalada; e, no caso das grandes empresas Petrobras e Eletrobras, por meio da liderança no país do processo de transição energética, já iniciado nos países desenvolvidos.

 

O estudo do Dieese também alerta para o quanto o desinvestimento nos serviços públicos pode ser negativo para o Brasil e sua população, destacando que o crédito bancário ofertado pelos bancos públicos promove a redução das desigualdades regionais e que a energia hidrelétrica gerada pelas usinas controladas pelo Estado é a base para a oferta desse serviço essencial a toda à população. Lembra ainda que a exploração da camada do pré-sal deu uma contribuição inigualável ao avanço tecnológico do país.

 

Bolsonaro na contramão

No entanto, o governo Bolsonaro caminha na contramão. Com o objetivo de privatizar o maior número de empresas em benefício dos grandes empresários, o atual governo está promovendo um grande desinvestimento no setor, enquanto promove críticas maldosas e agressivas contra os servidores públicos com o objetivo de propiciar um ambiente favorável junto à opinião pública para a venda dessas empresas.

 

Quando o governo para de investir nas empresas e no serviço público, os servidores passam a não ter condições de atender a demanda da população com qualidade. Com isso, as pessoas acabam concluindo que o melhor a ser feito é vender tudo, sem refletir sobre as consequências da privatização.

 

Campanhas de TV e rádio

O estudo do Dieese dará mais argumentos para que os dirigentes sindicais e trabalhadores e trabalhadoras dessas empresas unifiquem ainda mais a luta em defesa das estatais, como já vêm fazendo a CUT e entidades filiadas com as campanhas publicitárias exibidas nas TVs e rádios, além da internet, “Não deixem vender o Brasil”, em defesa das estatais, e “Diga Não à Reforma Administrativa”, em defesa do serviço público.  O objetivo das campanhas é sensibilizar toda a sociedade para os problemas que o país enfrentará em cada setor, caso essas empresas sejam privatizadas e o serviço público exterminado.

 

Fonte: Sindsep-PE