4 de outubro de 2022

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No RS, greve dos trabalhadores da Ebserh se intensifica

Mesmo com o frio o a chuva,

O segundo dia da greve dos trabalhadores da Ebserh seguiu com forte adesão e mobilização em todo o Brasil. Aqui no estado não foi diferente e os diretores do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Federais do RS (Sindiserf/RS) estiveram no HE-UFPEL, em Pelotas, e no HU-FURG, em Rio Grande, conversando com a categoria, durante esta quinta-feira (22).

 

 

 

Mesmo com o frio o a chuva, os trabalhadores grevistas se mobilizam e dialogam com a sociedade em frente aos Hospitais. Com apitos, cartazes, faixas e palavras de ordem, eles expõem a situação dos profissionais para os pedestres e motoristas que passam pelos locais.

 

Falando aos trabalhadores, a secretária geral do Sindicato, Eleandra Raquel da Silva Koch lembrou que “há anos a categoria está nesta peleia pelo ACT, sem proposta por parte da Empresa e com muita informação falsa emitida pela Ebserh, na tentativa deliberada de criar confusão.”

 

A dirigente contou como foi o dia de ontem no HUSM, em Santa Maria, e informou sobre a plenária nacional, ocorrida na última segunda. “Percebemos que há um aumento no movimento paredista”, avaliou e disse que não há disposição por parte da Ebserh de encerrar a greve. “A empresa tem que ter respeito com os trabalhadores. E a nossa resposta é essa, mobilização e luta”, finalizou Eleandra.

 

 

 

Já o secretário de Administração e Patrimônio da entidade, Marcolino Oliveira afirmou que os trabalhadores podem contar com o Sindiserf/RS. “O Sindicato é de vocês, estamos aqui prestando a nossa solidariedade e para dizer que podem sempre contar com a gente”, enfatizou.

 

O secretário de Saúde do Trabalhador do Sindiserf/RS, Reginaldo Valadão destacou a importância do comando de greve e que qualquer tipo de abordagem da chefia tem que ser remetida ao grupo. “Nós estamos fazendo a nossa parte, respeitando os percentuais exigidos e esperamos que a Empresa faça a parte dela e nos respeite.”

 

Em Rio Grande, os trabalhadores enfrentaram o frio e a chuva durante todo o dia e ainda assim, seguiram se mobilizando no turno da noite. Em Pelotas, a direção do Sindicato e o comando de greve do HE-UFPEL foram recebidos pela Superintendência do Hospital. No encontro foi debatido o cumprimento do percentual exigido por lei. O comando de greve se propôs a enviar o quantitativo de trabalhadoras e trabalhadores que estão grevando no turno, para que a gestão proceda as escalas e o dimensionamento da força de trabalho.

 

 

 

O Sindiserf/RS sublinhou que, de acordo com a decisão liminar do TST, o quantitativo mínimo diz respeito à unidade hospitalar e não aos setores especificamente. Também foi ressaltado que a comunicação sobre a greve deve ser feita entre o comando e a direção do Hospital e que não cabe, portanto, às chefias interpelar individualmente os trabalhadores.

 

Fonte: Sindiserf/RS

Fotos: Renata Machado (Sindiserf/RS) e divulgação