7 de julho de 2020

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Novo ministro da Educação: Especialistas temem privatização e cortes orçamentários

Decotelli atuou na transição do governo

Decotelli é alinhado à equipe de Paulo Guedes e tem chancela dos militares, o que pode fortalecer militarização das escolas

 

Carlos Alberto Decotteli da Silva, nomeado nesta quinta-feira (25), como ministro da Educação, é o segundo economista a chefiar a pasta na gestão Bolsonaro, depois de Weintraub. Com titulações na área econômica, foi nomeado em fevereiro do ano passado como presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Há informações de que ele teve que ceder o cargo ao centrão.

 

Decotelli atuou na transição do governo junto à equipe do Ministério da Educação, em Brasília, momento em que apoiou a estruturação de ideias e estratégias para a gestão financeira da educação do Brasil.

 

Nas redes sociais, movimentos estudantis, estudantes e parlamentares de oposição não deixaram de mostrar preocupação com o alinhamento do novo ministro à equipe econômica de Paulo Guedes, dadas possíveis aberturas à agenda da privatização da educação, a movimentos que defendem gestão empresarial para as redes educacionais e a continuidade de corte de recursos orçamentários para a área.

 

O fato de seu nome ser tutelado pela ala militar do governo também preocupa especialistas, já que uma das agendas do governo Bolsonaro para a educação é ampliar a militarização das escolas.

 

Fonte: Carta Capital