16 de dezembro de 2019

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Semana de Mobilização agita campanha contra reforma administrativa

Uma das conclusões basilares da última Plenária

Próximos dias serão marcados por diálogos, panfletagens e compartilhamento de materiais para conscientização popular sobre a riqueza patrimonial brasileira e a importância dos serviços públicos gratuitos de qualidade. Condsef orienta seus sindicatos

 

Conforme deliberado na Plenária Nacional realizada na semana passada, em defesa dos serviços públicos e contra privatizações de estatais, tem início nesta segunda-feira, 2, a Semana de Mobilização, que se estenderá até a próxima sexta-feira, 6. A agenda marca momento de diálogo com as bases e com a população em geral, além de panfletagens para conscientização sobre a riqueza do patrimônio público e o direito constitucional de acesso a serviços públicos gratuitos de qualidade.

 

A Plenária Nacional reuniu, em momento raro, servidores das três esferas de poder e seis centrais sindicais comprometidas em barrar o retrocesso de direitos e o desmonte do Estado. A Condsef/Fenadsef, seguindo recomendações da CUT, orienta as entidades filiadas a se somarem à programação nacional que visa agitar a população em defesa da soberania e do emprego, este último ameaçado pela Medida Provisória 905 e pela reforma administrativa que deve ser apresentada em 2020.

 

Campanha

Uma das conclusões basilares da última Plenária é de que a unidade do movimento sindical, partidário e social é imperativo para o enfrentamento ao cenário preocupante colocado em prática no governo Bolsonaro. As investidas do Planalto contra o Estado e contra os serviços públicos têm como objetivo a promoção do setor privado e a entrega do patrimônio público a empresas que querem lucrar às custas do sofrimento da população. Nas últimas semanas, através de várias articulações, as centrais sindicais avançaram na construção da Jornada Nacional de Lutas em defesa do Emprego, da Soberania, da Democracia, das Estatais e pela valorização do serviço e dos servidores públicos.

 

Os sindicatos têm o desafio de somarem a este movimento. O primeiro passo é o reforço ao diálogo com as bases e com a população sobre essa agenda de ataques, por meio da realização de atividades nesta semana. Uma dessas ações é o engajamento na Campanha Nacional em Defesa da Soberania, lançada no último mês de setembro em Brasília, juntamente com a Frente Parlamentar Mista em defesa da Soberania, sob o slogan “A riqueza do Brasil não se entrega”.

 

Para essa construção, sugerimos as seguintes ações, que devem ser implementadas pelos sindicatos estaduais:

 

– Fazer colagem de cartazes da Campanha
– Promover adesivaços
– Apresentação de Teatro do Oprimido
– Montar banquinhas de rua
– Projeção de vídeo da campanha em locais públicos e prédios
– Exposição de faixas em locais públicos
– Oficinas de produção de cartazes e materiais de divulgação da campanha
– Propor aos vereadores e deputados atividades no espaço legislativo que pautem a defesa da Soberania (discursos, audiências públicas, etc.)
– Compartilhar nas redes a hashtag #nossariquezanãoseentrega

 

18 de março

Outro eixo central para esta mobilização é a convocação da população para construção de uma greve geral agendada para 18 de março. A data, definida como Dia Nacional de Paralisação Mobilização, Protesto e Greves, foi deliberada por unanimidade na Plenária Nacional. As entidades devem reforçar ainda o dia 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, como um momento de enfrentamento às investidas do governo.

 

Fonte: Condsef/Fenadsef