26 de fevereiro de 2021

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Sindiserf/RS apoia a luta pela retomada do território ancestral Xokleng

Os Xokleng reivindicam o reconhecimento

O Sindicatos dos Servidores e Empregados Públicos Federais do RS (Sindiserf/RS), junto com a CUT-RS, esteve na Floresta Nacional (Flona) de São Francisco de Paula, apoiando a luta dos índios Xokleng pela retomada do território ancestral. Na última quarta-feira (13), a entidade levou mantimentos e contribuiu para a compra de equipamentos de energia solar.

 

Na noite de 1º de janeiro, as famílias Xokleng saíram voluntariamente da área da Flona e seguem resistindo às margens da RS-484, do lado de fora da Floresta. A estratégia se deu após mais uma ameaça de reintegração de posse, que tinha como prazo dia 2 de janeiro.

 

O cacique Voia Patte explica que Fundação Nacional do Índio (Funai) já conheceu a área como território Xokleng. “Vamos continuar a nossa luta de resistência. Precisamos de apoio, de alimentos para as nossas famílias e do mínimo para termos energia elétrica”, ressalta ele.

 

Assista a declaração completa do cacique Voia Patte aqui.

 

“A retomada da Flona pelos indígenas Xokleng representa a luta por um território ancestral que lhe és devido historicamente.  Esse povo além de defender os seus direitos territoriais e existência está defendendo a Floresta Nacional de São Francisco de Paula, ameaçada pela política entreguista e privatista do governo federal”, disse a secretária geral adjunta do Sindiserf/RS, Eleandra Raquel da Silva Koch, que representou a entidade.

 

Entenda – Os Xokleng reivindicam o reconhecimento do território como parte da sua cultura tradicional e entraram com um pedido junto à Funai para reconhecimento da área como território da etnia em 2011. Contudo, o movimento de concessão para a iniciativa privada da exploração de serviços na Flona motivou os indígenas a ocuparem o território.

 

Desde dezembro do ano passado o povo indígena Xokleng tenta retomar uma pequena porção de terra dentro da Floresta. Pois, ainda em dezembro, a Justiça Federal emitiu um mandato de reintegração de posse, para que as famílias deixassem o território, com autorização do uso da força.

 

Recentemente, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) divulgou uma nota, onde afirmou que: “A retomada das famílias Xokleng integra um importante movimento de retomada das terras indígenas invadidas na região Sul do país, que foi iniciada na década de 1970. Por séculos os Xokleng foram vítimas de um brutal processo de colonização que quase levou ao completo desaparecimento do povo, que tradicionalmente ocupavam os territórios que estavam localizados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.”

 

 

Fonte: Sindiserf/RS com informações do Brasil de Fato e Catraca Livre